DIREÇÃO DE TEATRO
dor, contribui grandemente não só para a gestão, mas também para a estética dos espetáculos.O diretor está ali para lembrar que a administração é parte integrante da criação: não apenas em relação ao orçamento de funcionamento, mas ainda quanto à programação; o diretor tenderá naturamente a propor assinaturas que assegurem uma temporada tranquila; recomendará exigências para peças ou estilos já comprovados; só assumirá compromisso com coproduções rentáveis - são vários os imperativos econômicos que se imporão às jovens companhias ou aos encenadores. Dessa forma, a política cultural não mais garante a sobrevivência à arte, mesmo que mediana.
(Direção de Ator ou Elenco: Erika AV de Almeida dirigindo a atriz Elisabeth Pereira)Esta noção, por sua vez tênue e indispensável, diz respeito à relação individual, tanto pessoal quanto artística, que se estabelece entre o mestre de obra e seus intérpretes: relação pessoal muitas vezes ambígua, que só acontece no teatro ocidental, sobretudo realista e psicológico, em que o ator procura a identidade de sua personagem a partir de si próprio, como um "trabalho do ator sobre si mesmo". Para se compreender o fundamento desta noção e sua importância na encenação, é preciso abster-se de reduzi-la a uma relação psicológica e anedótica afim de se tentar apreender seu método e propor uma teoria geral dela.
(Direção de Ator: Erika AV de Almeida dirige o ator Roberto D'Ávilla no ensaio do espetáculo "A Paixão de Cristo")
No
decorrer da montagem, o encenador testa sua distribuição de papéis,
verifica as aptidões de seus atores, inventa exercícios básicos que os
introduzem, sem que perceba, na obra a ser representada.
Erika AV de Almeida (direção de ator) fazendo colocações para a distribuição de papéis.
Às vezes, ao contrário, o diretor propõe uma neutralidade vocal e entonativa da leitura, para não fechar a compreensão do texto.
(Direção de Ator: Erika AV de Almeida dirigindo o ator Júlio Tinôco)
b. encontrar um "à vontade" vocal, gestual e comportamental;

c. regular a distância ou a proximidade da personagem;

d. cuidar da legibilidade e da beleza da gestualidade;

Erika AV de Almeida e Roberto D'Ávilla (Jesus) após quatro horas de ensaio e o cansaço já tomava conta de todos.O diretor sempre descobre em seu ator um indivíduo complexo, apto a inúmeras tarefas, de poderes insuspeitádos: ele tem a perspectiva individual da personagem, mas também a compreensão do conjunto da peça, a contribuição individual de traços pertinentes, mas também a submissão aos objetivos do conjunto da encenação.


DIREÇÃO DE CENA
DIREÇÃO
DE CENA: Erika AV de Almeida comandando a posição dos atores para a
iluminação nos ensaios do espetáculo "A Paixão de Cristo"
ACIMA:
(DIREÇÃO DE CENA) Erika AV de Almeida conferindo a trilha sonora do
espetáculo "A Paixão de Cristo" com Luiz Fernando Lima.




