quarta-feira, 26 de maio de 2010

Teatro nas Escolas:

CE THALES RIBEIRO GONÇALVES ADERE AO TEATRO

GRUPO TEATRAL EAVA FÊNIX & CE THALES RIBEIRO GONÇALVES – UMA PARCERIA DE SUCESSO.

A professora Erika A. V. de Almeida que ministra as aulas de Língua Portuguesa, Literatura e Redação para os terceiros médios A, B e C do CE Thales Ribeiro Gonçalves realizou no sábado dia 15/05/2010 o projeto “Leitura, Literatura e Artes Cênicas.
JUSTIFICATIVA DO PROJETO
TRECHO DA MONOGRAFIA DE ESPECIALIZAÇÃO DA PROF. ERIKA A. V. DE ALMEIDA:
Os nossos alunos não lêem e não gostam de ler. Devemos culpá-los por isso? Claro que não. Isso é um hábito que tem que ser cultivado.
Sandra Kezen (2004), afirma que para a leitura ter sucesso na escola, essa iniciativa deve partir do educador. Ela ainda cita que:

« Os professores devem investir na funcionalidade da leitura. Ainda mais quando o aluno provém de classes menos favorecidas economicamente e não tem acesso fácil ou nenhum a livros ou a textos escritos, nosso papel é oferecer a maior diversidade possível de textos : quadrinhos, revistas, jornais, anúncios, bilhetes, cartas, rótulos, bulas, cartazes, avisos, classificados contos, charges, etc. Com isso, estaremos facilitando o acesso desse aluno ao mundo da leitura. O hábito da leitura dispensa a sistematização do ensino de regras gramaticais e faz o aluno depreendê-las do contexto de maneira mais agradável. Penso que devemos também fazer um estudo da língua como um todo, e não fragmentar a língua em gramática, literatura e redação. E contudo, o envolvimento do professor é a base desse processo :com isso, certamente os resultados serão melhores (...). «

A professora Joseane Maia(2005, p. 3) em seu artigo denominado “Leitura:Teoria e Prática” feito para o Curso de Especialização em Língua Portuguesa (UEMA/CESC)– 2004/2005 tem opinião igual a de Kezen no que se refere ao sucesso da leitura na escola partir do educador :

(...) pode ter aquela certeza de que, uma vez sendo professor, é necessário urgente tomar uma decisão: preciso ser leitor, preciso ser leitor, preciso ser leitor... Mas isso é muito difícil, pensamos nós. Razões para não romper o status quo existem. A falta de tempo, para citar apenas uma, é incontestável.

Ela vai mais adiante :

Creio ser possível (...) para vencermos o desafio de formar leitores é necessário muito mais do que dizer para os nossos alunos:leiam gente, é preciso ler, leiam para passar no vestibular, leitura é importante. O ouro está conosco, professores, que diariamente interagimos com milhões de crianças e jovens por um tempo considerável o suficiente para deixarmos um legado da maior importância para o resto de suas vidas: o amor pelos livros.

Concordando com Kezen e com Maia, os professores são a base desse ensino revolucionário e depende dele um bom trabalho com leitura. Mas, antes, o professor deve ser leitor. O primeiro passo que o educador deve tomar é entender que as aulas de língua portuguesa devem ser mais abrangentes que o simples repasse de conteúdos gramaticais.
É a leitura que transforma o aluno, preenche-o de ideais, traz sentimentos, traz conhecimentos e, por que não, o léxico em si.
Mas será que a falta de uma prática voltada para o trabalho de leitura, substituíndo o repasse excessivo de regras gramáticais, é culpa somente do professor ? Até que ponto os alunos estão prontos para interagir a uma prática nova, onde a leitura é o carro-chefe dessa aprendizagem ?


O segundo levantamento que iremos fazer é : por que nossos alunos não gostam de ler ?
Reclama-se sempre que a criança e o jovem não lêem e não gostam de ler. Afirmações peremptórias como essas, gratuitas e, no mais das vezes, mal discutidas transformam-se em preconceito cristalizado que vai penetrando acriticamente em pessoas e grupos, acabando por se transformar em dogma. E uma vez o dogma absorvido, muito mais difícil se torna reverter situações indesejadas. (VALÉRIO, 2004, p. 3)
A criança, o jovem que estuda - e também o adulto - , todos gostam de ler e lêem razoavelmente. Mas, salvo exceções, não suportam ler na escola, já que os textos que lhes são propostos quase nunca despertam, mesmo sendo textos considerados clássicos, o necessário prazer que deve presidir toda a atividade do leitor. Lêem mais por exigência de uma avaliação, muitas vezes, draconiana; lêem para poderem responder às questões pouco interessantes e unidirecionais dos livros didáticos e cujas respostas são exigidas e avaliadas pelo professor. Quase nunca a leitura vem ligada à satisfação. Quase nunca a leitura corre em um espaço socializado e aberto. (OLIVEIRA, 2003).

Nossos alunos do ginásio, do colégio e até das universidades não sabem ler, não entendem o que lêem e têm um vocabulário muito estreito(...)
(PONGETTI, Jornal O
Estado de São Paulo)
Utilizam-se esses três pensamentos que estão expostos no site acima citado e no jornal O Estado de São Paulo, 22 de outubro de 1972, para iniciar essa inquietação que toma conta dos professores desde há muito tempo.

Apesar de vários esforços, nossos alunos sempre têm aquele “horror” a ler ou, como foi dito acima, “não suportam ler na escola”. O que dirá escrever em sala de aula ou em casa. O que estamos fazendo de errado? Como Pinho (2004) afirma, estamos deixando de percorrer o trilho Estimulo – Motivação. E nesse ato falho deixamos de fazer nossos alunos compreenderem as “funções da leitura” ou seja, o “por que ele deve ler”, que objetivos ele irá alcançar com a atividade de leitura que propomos.
Fora isso é necessário que o professor esteja, como nossos adolescentes mesmo dizem, “antenado” com o que eles gostam.Volta-se a endossar o que Maia(2005, p. 3) afirmou: “o professor precisar ser leitor para formar leitores”, mas levar para sala de aula leituras que são prazerosas somente para os professores é o primeiro erro cometido. O mundo desses adolescentes é pautado em conecções na Internet, nos games, nos filmes de ação.
Levar Machado de Assis para um aluno do ensino fundamental ou do médio é totalmente enfadonho. Necessário, mas enfadonho. Um escritor do século passado não é nem um pouco atraente para quem assiste “Matrix, Van Helsing, X-Men, Hulk, Velozes e Furiosos (...)” ou escuta o som da moda com “Link Park, Evanescence, Gun´s in roses, Bon Jovi, Hori, J Quest, Skank etc.”. Até os desenhos animados mudaram. Tom e Jerry, Pica-pau já não tem atração nem mesmo para as crianças. Coloque uma criança diante da TV com um controle na mão e poderá comprovar o que é afirmado aqui. Os desenhos escolhidos são: X-Men Evolution, Naruto, Blue Dragon,Dragon Ball-Z, Liga da Justiça e além desses, ainda temos o Playstation. Até mesmo os antigos programas com apresentadoras infantis não fazem mais sucesso. Sabemos que é preciso também inserir a cultura clássica dos grandes romances, da MPB, mas iniciar sua prática de ensino com o que nossos alunos julgam obsoleto é “bater num Firewall potente” .
Como a professora Erika A. V. de Almeida já trabalha com TEATRO e ministra a disciplina de ARTES CÊNICAS NO CEFA, ela resolveu levar aos alunos uma proposta diferente de leitura, trazendo, ao mundo dos estudantes, os grandes clássicos, e melhor, de uma forma que eles gostam: Através da DRAMATIZAÇÃO e da MÚSICA.

COMO FUNCIONOU O PROJETO?

O projeto consistia no seguinte:
1. Os Terceiros Médios A, B e C deveriam ler grandes clássicos literários, tanto da literatura brasileira e portuguesa que não foram lidos no ano passado. Amor de Perdição, Iracema, O Guarani, Senhora, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Borba, O Primo Basílio, O Cortiço, Casa de Pensão, Os Sertões, O triste fim de Policarpo Quaresma, Sítio do Pica-Pau Amarelo e Macunaíma;
2. Nesse projeto, cada grupo deveria ler a obra que fora escolhida para sua equipe, resumir , selecionar dois capítulos para dramatizar e escolher uma trilha sonora para os protagonistas;
3. “É a melhor forma de incentivar a leitura dos alunos.” – Diz Erika A. V. de Almeida, e completa – “Imagine hoje, com a internet, Playstation, Filmes, a era Crepúsculo e Harry Potter o aluno ter vontade de ler um romance que não se encaixa com sua realidade, o vocabulário é incompatível e muitos outros fatores. Para realizar esse projeto só trabalhando como dramatização. Eles gostam. Ainda teve um incentivo a mais: os melhores atores teriam vaga garantida no EAVA FÊNIX. Aí foi uma festa. Fora isso o professor Nerval valoriza esse tipo de trabalho que realizo desde o ano passado. O sucesso disso são vários alunos com nota máxima em português nos vestibulares. O maior exemplo é Danilson Almeida, cuja maior pontuação foi na minha matéria, tendo quase a pontuação máxima em redação. Ao chegar em Caxias Danilson fez questão de me procurar, agradecer e dizer que fui peça importante para a conquista dele. Fiquei “besta” e muito orgulhosa. É bom ter esse reconhecimento que só vem com o sucesso de nossos educandos.”
Foi uma festa! As trilhas sonoras variaram de músicas clássicas ao calipso. Os alunos adoram música e teatro.
Muitos fizeram adaptações das obras, o que é válido. Além de leitura, dramatização, eles trabalham a produção textual.

O DIRETOR E O APOIO AO PROJETO
O professor Nerval Bento, diretor do CE THALES RIBEIRO GONÇALVES desde o ano passado apóia os projetos da Professora Erika A. V. de Almeida (já dito anterioormente). Como um homem visionário, ele sabe que a educação mudou, os valores dos adolescentes também, então o estilo de ensinar também deve mudar. Deve-se aliar o tradicional com o inovador.
As aulas de gramática são necessárias, mas, como afirmado anteriormente, é a leitura que completa e amplia o conhecimento. Deve-se dosá-las em sala de aula.
O professor Nerval preza pela qualidade do ensino no CE Thales Ribeiro Gonçalves, tudo que pode acrescentar para a melhoria do aprendizado dos alunos ele apóia. Muitos o conhecem como um homem exigente. Exigente sim, mas não é um bicho como muitos pregam. Ele também apóia àqueles que ele vê que estão motivados a dar o melhor de si na tarefa de educar.” – Diz Erika A. V. de Almeida.
As fotos falam por si. Elas mostram a dedicação e a satisfação deles em reali
zar esse projeto.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Grupo Teatral EAVA Fênix no CE Thales Ribeiro Gonçalves


UMA PARCERIA DE SUCESSO


A professora Erika A. V. de Almeida, Diretora Geral do Grupo Teatral EAVA Fênix saiu em busca de novos talentos. Como é professora de Língua Portuguesa, Literatura e Redação do CE Thales Ribeiro Gonçalves, desenvolveu o projeto “Leitura, Literatura e Dramatização” na Escola que hoje é referência em Caxias.

O projeto consistia no seguinte:

  1. Os Terceiros Médios A, B e C deveriam ler grandes clássicos literários, tanto da literatura brasileira e portuguesa que não foram lidos no ano passado. Amor de Perdição, Iracema, O Guarani, Senhora, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Borba, O Primo Basílio, O Cortiço, Casa de Pensão, Os Sertões, Sítio do Pica-Pau Amarelo e Macunaíma;
  2. Nesse projeto, cada grupo deveria ler a obra que fora escolhida para sua equipe, resumir e selecionar 02 capítulos para interpretar;
  3. “É a melhor forma de incentivar a leitura dos alunos.” – Diz Erika A. V. de Almeida, e completa – “Imagine hoje, com a internet, Playstation, Filmes, a era Crepúsculo e Harry Potter o aluno ter vontade de ler um romance que não se encaixa com sua realidade, o vocabulário é incompatível e muitos outros fatores. Para realizar esse projeto só trabalhando como dramatização. Eles gostam. Ainda teve um incentivo a mais: os melhores atores teriam vaga garantida no EAVA FÊNIX. Aí foi uma festa. Fora isso o professor Nerval (Diretor do CE THALES RIBEIRO GONÇALVES) valoriza esse tipo de trabalho que realizo desde o ano passado. O sucesso disso são vários alunos com nota máxima em português nos vestibulares. O maior exemplo é Danilson Almeida, cuja maior pontuação foi na minha matéria, tendo quase a pontuação máxima em redação. Ao chegar em Caxias Danilson fez questão de me procurar, agradecer e dizer que fui peça importante para a conquista dele. Fiquei “besta” e muito orgulhosa. É bom ter esse reconhecimento que só vem com o sucesso de nossos educandos.”

Muitos fizeram adaptações das obras, o que é válido. Além de leitura, dramatização, eles trabalham a produção textual. Criatividade não faltou para esses alunos. O Diretor do CE THALES RIBEIRO GONÇALVES apoia esse tipo de trabalho porque sabe da identificação dos jovens com as artes cênicas. No ano passado três alunos do Thales participaram do EAVA Fênix : Miquéias Adebal, Cristyan Barbosa e Welden Carvalho. Hoje os três são universitários. Cristyan não abandonou o teatro pois conseguiu conciliar o estudo com os ensaios. Nesse ano estão cotados para fazerem parte do elenco principal do EAVA FÊNIX: Maxwel Araújo, Evandro, Antero e Ed Lawson. Maxwel faz testes para Juan Galhard (ver eavafenix.blogspot.com). Os demais ficarão na parceria Thales&EAVA Fênix. É aguardar e conferir.

quarta-feira, 7 de abril de 2010








ATIVIDADE DE

ARTES CÊNICAS:

PROGRAMAÇÃO:
09/04 - 19h30
Espetáculo: "Inspetor Geraldo"
Grupo de Teatro: O Pessoal do Tarará de Mossoró - RN
Local: Tablado Cultural da Praça do Phanteon
10/04 - 19h30
Espetáculo: "A Peleja do Amor no Coração de Severino de Mossoró "
Grupo de Teatro: O Pessoal do Tarará de Mossoró - RN
Local: Tablado Cultural da Praça do Phanteon


REALIZAÇÃO:
Prof. Valquíria Araújo Fernandes de Oliveira - Secretária Municipal de Cultura e Turismo. Prefeitura Municipal de Caxias.
ATIVIDADE:
  1. Formem grupos de 04 componentes;
  2. Façam um trabalho científico com os seguintes tópicos:
  • Resumo do Espetáculo "Inspetor Geraldo";
  • Análise das personagens;
  • Análise dos elementos teatrais estudados dentro da apresentação;
  • Entrevista com os questionamentos que o grupo achou mais interessante, ou dúvidas, curiosidades, etc.
  • Fotos do espetáculo "Inspetor Geraldo";
  • Resumo do Espetáculo "A peleja do amor de Severino de Mossoró";
  • Análise das personagens;
  • Análise dos elementos teatrais estudados dentro da apresentação;
  • Entrevista com os questionamentos que o grupo achou mais interessante, ou dúvidas, curiosidades, etc.
  • Fotos do espetáculo "A peleja do amor de Severino de Mossoró"

OBS: Os alunos que NÃO estiverem presentes nos espetáculos NÃO poderão colocar seus nomes nos trabalhos dos colegas.


quarta-feira, 31 de março de 2010

Aula Teórica 01





ARTES CÊNICAS

Conceito
Para Wikipédia, a enciclopédia livre, as artes cénicas (português europeu) ou artes cênicas (português brasileiro) – chamadas ainda de artes performativas – são todas as formas de arte que se desenvolvem num palco ou local de representação para um público.
Conceito muito parecido nos oferece Patrícia Lopes da equipe Escola Brasil, onde ela afirma que Arte Cênica é uma forma de arte apresentada em um palco ou lugar destinado a espectadores. O palco é compreendido como qualquer local onde acontece uma representação, sendo assim, muitas vezes estas apresentações das artes cênicas podem ocorrer em praças e ruas. Assim podemos dizer também que este palco pode ser improvisado. Ou seja, o palco é qualquer local onde ocorre uma apresentação cênica.
O palco é qualquer lugar onde ocorre uma apresentação cênica. Podemos destacar as seguintes classes de palcos:
· Teatro;
· Opera;
· Dança;
· Circo.
assim como happening, são formas de expressão artísticas que podem ser também consideradas cênicas).
No site http://artes.com/sys/index.php?smen=2 encontramos esse conceito: “As artes cênicas são o grupo das artes que acontecem em tempo e espaço restritos, para um público igualmente restrito e exclusivo; são efêmeras como a própria vida e permanecem apenas na memória do público; são artes em que os artistas são o seu próprio instrumento, através de suas vozes, dos seus movimentos, das suas emoções e dos seus motivos. São elas, para o aplauso de todas as platéias: a ópera, o teatro, a dança e o circo”, voltando a dar ênfase nas classes de palco e/ou público.

Porém a Arte Cênica abrange o estudo e a prática de toda forma de expressão que necessita de uma representação, como o teatro, a música ou a dança.
A Arte Cênica ou Teatro divide-se em cinco gêneros: Trágico, Dramático, Cômico, Musical e Dança.
“O gênero Trágico imita a vida por meio de ações completas. O Drama descreve os conflitos humanos. A comédia apresenta o lado irônico e contraditório. O Musical é desenvolvido através de músicas, não importa se a história é cômica, dramática ou trágica. A dança utiliza-se da música e das expressões propiciadas pela “mímica.” (http://www.brasilescola.com/artes/arte-cenica.htm).

Nem sempre esses gêneros vêem separados. Em teatro podemos encontrar um drama com uma comédia inclusa. Os gêneros se misturam.


O termo teatro e seus significados
Segundo a Enciclopédia Britannica, a palavra teatro deriva do grego theaomai (θεάομαι) – olhar com atenção,perceber, contemplar (1990, vol. 28:515). Theaomai não significa ver no sentido comum, mas sim ter uma experiência intensa, envolvente, meditativa, inquiridora a fim de descobrir o significado mais profundo; uma cuidadosa e deliberada visão que interpreta seu objeto (Theological Dictionary of the New Testament vol.5:pg.315,706)
Teatro (θέατρον) é uma forma de arte em que um ator ou conjunto de atores, interpreta uma história ou atividades para o público em um determinado lugar. Com o auxílio de dramaturgos ou de situações improvisadas, de diretores e técnicos, o espetáculo tem como objectivo apresentar uma situação e despertar sentimentos no público. Teatro é também o termo usado para o local onde há jogos, espectáculos dramáticos, reuniões, apresentações, etc.
O teatro, mais do que ser um local público onde se vê, é o lugar condensado das ambigüidades e paradoxos, onde as coisas são tomadas em mais de um sentido. Camargo assim o define (2005:1):

“O vocábulo grego Théatron (θέατρον) estabelece o lugar físico do espectador, "lugar onde se vai para ver" e onde, simultaneamente, acontece o drama como seu complemento visto, real e imaginário. Assim, o representado no palco é imaginado de outras formas pela platéia. Toda reflexão que tenha o drama como objeto precisa se apoiar numa tríade teatral: quem vê, o que se vê, e o imaginado. O teatro é um fenômeno que existe nos espaços do presente e do imaginário, nos tempos individuais e coletivos que se formam neste espaço.”

Jaco Guinsburg (1980:5) por sua vez, descreve a expressão cênica como formada por uma "tríade básica - atuante, texto e público", sem a qual o teatro não teria existência.
Atuantes não são apenas os atores, podendo ser objetos (como no teatro de bonecos) ou outras formas ou funções atuantes (animais ou coisas); o texto, por outro lado, não é apenas o texto escrito ou o falado no palco, pois o teatro não é uma arte literária ou, como afirma Marco de Marinis (1982), no teatro há um texto espetacular.

ARTES CÊNICAS - PRODUÇÃO CÊNICA
É o conjunto de técnicas usadas na criação, direção, montagem e interpretação de espetáculos artísticos. O profissional de Artes Cênicas utiliza os movimentos corporais e a voz para representar personagens e transmitir ao público histórias, idéias, sentimentos e emoções. Como ator, pode trabalhar em filmes, peças teatrais, telenovelas e comerciais para a TV. Também é possível se dedicara dublagem, à criação de cenários e de ambientes (cenografia), cuidar do vestuário (figurino e indumentária) e das providências necessárias à realização do evento (produção). Está habilitado ainda a dirigir e escrever peças teatrais, novelas e filmes, bem como fazer críticas em veículos de comunicação e elaborar obras didáticas.
BIBLIOGRAFIA:






quarta-feira, 10 de março de 2010

A DANÇA NO TEATRO - Grupo Teatral (EAVA) FÊNIX

COPIANDO E EXIBINDO....

As artes cênicas são o grupo das artes que acontecem em tempo e espaço restritos, para um público igualmente restrito e exclusivo; são efêmeras como a própria vida e permanecem apenas na memória do público;
são artes em que os artistas são o seu próprio instrumento, através de suas vozes, dos seus movimentos, das suas emoções e dos seus motivos. São elas, para o aplauso de todas as platéias: a ópera, o teatro, a dança e o circo.
Porém dança é uma das três principais artes cênicas da Antiguidade, ao lado do teatro e da música. Caracterizava-se pelo uso do corpo seguindo os movimentos previamente estabelecidos (coreografia), ou improvisados (dança livre).Quando mistura-se a interpretação com a música e a dança, o espetáculo fica muito interessante. Em Caxias há uma população despreparada para o teatro pela falta de costume em "ir" assistir peças teatrais. Foi por isso que o GRUPO TEATRAL (EAVA) FÊNIX resolveu misturar tudo isso em um "caldeirão" e expor. Deu certo. O drama, o romance e a comédia andam de mãos dadas nos espetáculos do eava fênix. Como diz Sarah Reis (seja ela quem for) os gêneros se misturam nas novelas, filmes, peças teatrais.Fazer rir e fazer chorar é arte. Fazer emocionar. Melhor ainda é adicionar nesse caldeirão uma sedução embalada por uma música contagiante e uma dança envolvente.

Lesllié Lima e José Candeia do Nascimento - que viveram Rosa de Oxum e José Godoy em BAHIA DE TODOS OS RITMOS E TODAS AS CRENÇAS, também de Erika A. V. de Almeida e encenada pelo Grupo Teatral (EAVA) Fênix - levantaram a platéia quando dançaram Volare, utilizando passos inovadores e sensuais.

Por falar em sensualidade, o que dizer de Úrsula Teles, Bruna Lima e Dhállia Lima, também em Bahia de todos os Ritmos e todas as Crenças onde Úrsula vivia Kadijha Milén Fróes e junto a suas amigas fizeram uma dança do ventre pra lá de sedutora.

Essas coreografias renderam tantos comentários e elogios que os atores/dançarinos foram convidados por diversas vezes para se apresentarem no Programa POP, comandado pelo carismático e talentoso THIAGO MIRANDA. Thiago também fez vários convites para que o tango de Erika A. V. de Almeida e José Candeia do Nascimento - apresentado no MARIA, SIMPLESMENTE MARIA - fosse apresentado no POP, bem como o tango dançado pelo trio VICTOR BEZERRA - ERIKA A. V. DE ALMEIDA - JOSÉ CANDEIA DO NASCIMENTO. O espetáculo Maria, Simplesmente Maria fora apresentado duas vezes e, nessas duas apresentações, na hora desses tangos, a galera EM PESO apaudia, gritava assobiava. Com aplausos pra lá de "Calientes", o Grupo Teatral (EAVA) Fênix provou que a fórmula estava ali. Contudo a apresentação no programa POP ficará para depois da apresentação em Teresina que o eava fênix está batalhando grana para viajar.


Ainda no espetáculo Maria, Simplesmente Maria, LUTILLA HOLANDA, vi vendo Maria Molambo apresentou uma dança africana. É preciso dizer que aqueles passos são oriundos da cultura africana mesmo. Fez-se um laboratório para realizar essas danças. Pesquisou-se o tango e a dança africana. Foram ensaios exaustivos, mas o resultado foi bom porque agradou. Não se agrada 100%. Nem Jesus Cristo foi unânime. Mas agradou 89% e isso é um bom resultado.
ESTEFÂNIO SILVA nas suas apresentações do FOGARÉU também primava pela dança de Salomé, pois conhece também o gosto do público. Mas com o tempo essa ideia foi vetada. É uma pena porque o público gostava. Mas o outro diretor do Fogaréu, RICHTHER WENZEL, inova com as coreografias dos "Sombras". Em 2009 ele contou, nessa coreografia, com a ajuda da Diretora Geral do eava fênix. O diretor de Teatro LUÍS CARLOS foi outro que procurou inovar nesse sentido. Nunca em Caxias alguém pensou em colocar um espetáculo performático e ele conseguiu. Música agradável, cores, corpos bailando foram o charme dessa apresentação que, diga-se de passagem, maravilhosa. Crianças que subiram no palco pela primeira vez deram um show. Nervosos sim, mas fazendo o que lhe propuseram a fazer. É uma pena que ainda existam caxienses, até mesmo pela falta de costume, que não entenderam a proposta. A questão da "falta de costume" é uma deficiência da n ossa cidade. São raras as apresentações, nesse nível, aqui. É mais fácil patrocinar uma festa do que um espetáculo teatral. Então descobriu-se a fórmula: atrair um público despreparado é não deixar a apresentação cair no tédio. Trabalhar drama em Caxias é difícil. A comédia é mais fácil. Por isso, para segurá-los na cadeira devemos dar sempre um clímax. Vários clímaxs até chegar à catarse. Assim começaremos a preparar os caxienses para serem "um verdadeiro público de teatro" e, com isso, um público que gosta de ler, um público mais elitizado culturalmente. Porém é preciso que políticos, empresários e comerciantes vejam o teatro como essa forma de educar e isso, infelizmente, não acontece. Sobressaem, nesse meio, o vereador LEONARDO BRARATA e o vice-prefeito JÚNIOR MARTINS. Ambos procuram sempre ajudar nas apresentações culturais e teatrais. O FOGARÉU é um projeto de Leonardo Barata ,que é um jovem ligado à Igreja Católica, e que eleva Caxias para todo o Brasil. Em 2009 o espetáculo Maria, Simplesmente Maria foi também ajudado por Leonardo Barata e Jùnior Martins. Deu certo. EAVA FÊNIX só precisa acertar os ponteiros para viajar e mostrar ao resto do Brasil que Caxias tem cultura, tem gente talentosa. Aqui fica o apelo aos empresários e políticos de Caxias: INVISTAM NO TEATRO, NAS ARTES, valorizem nossa cultura que é berço de poetas, e bons. É Caxias que deve iluminar todo o Maranhão na área da Literatura e das Artes. Devíamos honrar ao título "berço de Gonçalves Dias".

AVISO: Como muitas de nossos atores não poderão acompanhar o grupo à Teresina e, possivelmente, São Luís, estaremos selecionando outros atores para alguns papéis:
1. Francélia Sousa (Cocote)
2. Patrícia Miranda (Cocote)
3. Sherazard Abdul Ahmed (Cocote) - deve ter traços árabes
4. Cordélia Silva (Cocote)
5. Buriti (Cocote)
6. Encarnación Ximenes (criada)
7. Barão de Rio Branco
8. Dom Andrade
9. Fazendeiro
10. Guardas (2)
11. Mata-Sete
12. e, finalmente, JUAN GALHARD
os interessados devem se inscrever com Lutilla Holanda (8809-3202) ou (3421-4551). Testes ainda em março. Abraços
LER TAMBÉM:
Conceito de Artes Cênicas e disposições gerais:
e mais...

SITES PARA PESQUISAS





Pesquisas sobre conceitos de ARTES CÊNICAS:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Artes_cénicas


Ver também
História das artes cênicas
Arquitetura Cênica
Cenografia
Iluminação Cénica
Sonoplastia
Desenho de Som


http://www.brasilescola.com/artes/arte-cenica.htm


Matérias sobre artes cênicas e dança:


http://eavafenix.blogspot.com/2010/03/danca-no-grupo-teatral-eava-fenix_10.html

http://eavafenix.blogspot.com/2010/03/danca-no-grupo-teatral-eava-fenix_10.html